quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026

Soja

TMG realiza dias de campo de soja em Cambé (PR) com cultivares comerciais e em validação

04/02/2026
Evento reuniu produtores e revendas para apresentar lançamentos e materiais que podem chegar ao mercado na safra 2027/2028
Por: Vera Barão
TMG dias de campo soja cambé Conexão Agro
Evento destacou posicionamento regional e o potencial produtivo das cultivares
Foto: Vera Barão
Tags: TMG faz dias de campo em Cambé

A TMG (Tropical Melhoramento & Genética) realizou dois dias de campo em Cambé, nesta terça e quarta-feira, para que produtores de sementes, agricultores e revendas conhecessem de perto o portfólio de cultivares de soja já disponíveis no mercado, além de materiais que ainda estão em fase de validação e que poderão ser lançados na safra 2027/2028.

De acordo com Ricardo Franconere, gerente de Marketing da TMG, a área demonstrativa foi organizada para apresentar, de um lado, as cultivares comerciais — incluindo lançamentos recentes — e, de outro, materiais que ainda passam por avaliações finais.

“Hoje o campo traz as cultivares que já são comerciais, como a TMG Pitangueira, TMG Imbuia e TMG Cambuí, lançadas no ano passado, além da Manacá e da TMG Guarandi, que foram lançadas há dois anos. Também temos alguns materiais mais antigos, que continuam no portfólio pela boa aceitação e desempenho”, explicou.

Entre esses materiais consolidados está a TMG 736 IPRO, bastante plantada no Paraná, e a 22X65 I2X, lançada há cerca de três anos. “São produtos que já têm mais tempo de mercado e seguem sendo apresentados porque entregaram bons resultados”, destacou Franconere.

Além das cultivares já comercializadas, a empresa também apresentou quatro materiais em validação. “São novidades que estão sendo avaliadas e ainda não sabemos exatamente quais serão avançadas para o próximo ano”, afirmou.

Potencial produtivo e adaptação regional

Durante o evento, o destaque foi para o posicionamento regional e o potencial produtivo das cultivares, especialmente diante dos desafios climáticos enfrentados pelos produtores.

A TMG Pitangueira, por exemplo, é uma cultivar com tecnologia I2X, resistente à fitóftora. Segundo Franconere, trata-se de um material de alto teto produtivo, mais indicado para regiões mais altas do Paraná, como o oeste alto e a região de Ponta Grossa.

“Dentro dos nossos ensaios, ela sempre se destacou em produtividade e apresenta excelente sanidade foliar, o que facilita o manejo. É o primeiro ano comercial, então o volume ainda será pequeno, mas acreditamos que ela deve ocupar espaço, principalmente em regiões mais frias”, afirmou.

Para áreas mais quentes, como o norte do Paraná, o portfólio inclui materiais com maior tolerância ao estresse térmico. A TMG Imbuia, também de alto potencial produtivo, sendo indicada para regiões como o oeste baixo e o centro do Estado.

Já a TMG Cambuí, de grupo de maturação 6.3, é apontada como uma das mais adaptadas para o norte do Paraná, além de atender áreas do sul do Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo. “É um material com altíssimo teto produtivo e bom comportamento em condições de calor”, ressaltou.

Outro destaque é a TMG Guarandi, lançada há dois anos. Após ajustes na recomendação de população de plantas, a cultivar tem apresentado evolução no desempenho. “É um material muito firme, que permite trabalhar com maior população no plantio. Ela responde bem e tem mostrado excelente tolerância a períodos de calor intenso e interrupção de chuvas”, explicou.

Produtividade e desafios climáticos

Segundo Ricardo Franconeri, o potencial produtivo das cultivares pode ultrapassar com tranquilidade 80 a 90 sacas por hectare, podendo se aproximar de 100 sacas em condições ambientais favoráveis e com manejo adequado. A média regional, no entanto, costuma ficar próxima de 70 sacas por hectare.

Mais do que apenas alto rendimento, o foco do melhoramento tem sido combinar produtividade com estabilidade em ambientes desafiadores.

“O norte do Paraná e regiões do Mato Grosso do Sul enfrentam, com frequência, calor intenso e falta de chuva. Não adianta ter apenas alto teto produtivo se o material não suporta essas adversidades. O produtor precisa de cultivares que entreguem produtividade, mas que também aguentem condições difíceis”, destacou o gerente.

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