Colheita da soja intensifica decisões no sistema cana-soja no interior paulista

Com o avanço da colheita da soja no interior paulista, produtores entram em uma das fases mais estratégicas do sistema cana-soja: a tomada de decisões para reforma de áreas, manejo de palhada e implantação da próxima cultura dentro de uma janela operacional curta. Esse cenário estará no centro das discussões durante a Coplacampo 2026, que acontece nesta semana, em Piracicaba (SP).
A rotação entre cana-de-açúcar e soja vem se consolidando como alternativa para maior eficiência produtiva, melhoria da estrutura do solo e sustentabilidade do sistema. No entanto, o modelo exige planejamento técnico rigoroso, principalmente no período pós-colheita, quando o controle de plantas daninhas, soja tiguera e banco de sementes passa a ser determinante para o sucesso da próxima safra.
O plantio sobre a palhada de cana requer dessecação consistente e manejo bem estruturado para evitar falhas de estabelecimento. Em um cenário de custos elevados, qualquer erro operacional pode representar impacto direto na rentabilidade por hectare.
Além do fator operacional, o clima tem sido decisivo nas escolhas do produtor. “As oscilações climáticas aumentam o risco produtivo e exigem decisões técnicas imediatas nesse intervalo entre colheita e plantio. Proteger o potencial da lavoura em ambientes adversos é prioridade dentro do sistema cana–soja”, afirma Bruno Silva, representante Técnico de Vendas da ADAMA. Segundo ele, variações hídricas e térmicas elevam a necessidade de estratégias mais robustas desde o preparo da área até o manejo fitossanitário.
Nesse contexto, programas integrados tornam-se essenciais para reduzir retrabalhos e trazer maior previsibilidade ao custo por hectare. Tecnologias de formulação ganham protagonismo ao melhorar a qualidade da deposição e o aproveitamento dos ingredientes ativos, elevando eficiência e segurança das aplicações. Formulações modernas — incluindo combinações equilibradas, microencapsulação e tecnologias em escala nano — contribuem para maior consistência de resultados e menor impacto ambiental.
As biossoluções também vêm ampliando espaço no sistema. Produtores buscam ferramentas que fortaleçam o desenvolvimento fisiológico, aumentem a resiliência das plantas e complementem o manejo químico, especialmente diante da variabilidade climática. A integração entre soluções biológicas e químicas tem se mostrado estratégica para ampliar estabilidade produtiva e preservar a longevidade do modelo rotacionado.
Proximidade com cooperativas e soluções alinhadas à realidade regional
Participando da Coplacampo 2026, a ADAMA reforça sua parceria com a Coplacana e amplia o diálogo com cooperados altamente tecnificados. A companhia apresenta um portfólio voltado às demandas específicas do sistema cana-soja, conectando tecnologia à prática do campo.
Entre os destaques estão os herbicidas Araddo®, Arreio® CANA, Jumbo® e Apresa®, direcionados à dessecação consistente, controle eficiente em pós-emergência e manejo pré-emergente com amplo espectro ao longo do ano. No controle de pragas da cana-de-açúcar, o inseticida Gales® compõe o programa com versatilidade de aplicação durante todo o ciclo da cultura.
Segundo Bruno Silva, a proposta é entregar inovação de valor ao produtor. “Nosso foco é oferecer soluções que tragam eficiência operacional, simplicidade e previsibilidade. Quando combinamos tecnologias de formulação avançada com biossoluções dentro de programas integrados, ampliamos a estabilidade produtiva e apoiamos decisões mais seguras no campo”, destaca.





