sexta-feira, 14 de junho de 2024

Café

Café: Brasil faz a lição de casa e fica de olho na Europa e nos Estados Unidos

Tags: café, exportação, importação, sustentabilidade

O Parlamento Europeu aprovou, recentemente, uma série de restrições à importação de produtos agrícolas ligados a áreas de desmatamento. A medida, que foi aprovada por 453 votos e, entre os produtos citados, também está o café. Além da Europa, as atenções agora também se voltam para possíveis mudanças por parte dos Estados Unidos, principal parceiro comercial do Brasil.
O momento da aprovação pelo Parlamento Europeu vem com a mudança de visão internacional para os produtos brasileiros. Com a vitória nas urnas de Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva (PT), podemos observar a volta do país à pauta ambiental, algo que é explicitado com a declaração do Ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, que afirmou que o país voltará ao Fundo Amazônia motivado pela vitória do petista.
Vale destacar que quando se fala em Europa e Estados Unidos para o mercado de café, estamos falando também dos principais destinos das exportações brasileiras. Juntos eles representam mais de 70% do mercado. Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, a decisão do parlamento europeu vem de encontro com uma tendência mundial.
“Cada vez mais podemos observar a busca por produtos, no agronegócio, que tenham o selo de respeito ao meio ambiente. Desta forma, não é de se estranhar a decisão europeia e a notícia pode ser positiva para os produtores do agro brasileiro, que tem se empenhado, por meio da tecnologia e avanços no campo, na produção mais sustentável de seus produtos”, explica o executivo.
Os Estados Unidos há anos lideram o ranking de importadores do café brasileiro, de acordo com dados oficiais do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), no período entre janeiro e o fim de setembro, a importação foi de 5,853 milhões de sacas, volume 2,3% superior aos 5,721 milhões comprados no mesmo intervalo de 2021. Esse volume corresponde a 20,4% dos embarques totais do Brasil neste ano. Já a Europa representou 53% deste mercado no período.
“A importância do mercado europeu e do mercado norte-americano para o Brasil é clara. Desse modo, com qualquer tipo de alteração de regras nesses locais, os nossos produtores devem estar preparados para demonstrar que os nossos produtos são uma alternativa viável e sustentável”, afirma Pizzamiglio.
O Brasil tem avançado muito no que se refere às certificações. Como no vinho, o café é muito influenciado pelo terroir, a terra cultivada. Fatores como a variedade, o clima, o solo e o manejo vão influenciar nas características da bebida. A certificação de origem facilita essa conversa com o consumidor e, com isso, propicia um novo mercado. No Brasil, os consumidores estão buscando cada vez mais informações sobre o café.
“Mesmo com as regras estabelecidas na Europa e o debate nos Estados Unidos, o nosso produto tem uma qualidade comprovada e as certificações necessárias para poder ganhar ainda mais espaço no mercado internacional. Deste modo, temos toda a capacidade de continuarmos a ser o grande player no mercado global”, completa o executivo.
 

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