quinta-feira, 12 de março de 2026

Agronegócio

Congresso do Agronegócio discute plano para tornar Brasil o maior produtor mundial de alimento

A apresentação do Plano de Estado – 2030, organizado por importantes entidades do agronegócio brasileiro, para tornar o Brasil o maior  produtor mundial de alimentos será o ponto alto do painel de encerramento da 18ª edição  do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), promovido pela Abag – Associação Brasileira do Agronegócio e a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, no dia 6 de agosto, em São Paulo.

Tendo por tema 2019: Novo Governo e Prioridades, o painel discutirá a concretização da ideia norteadora de contribuir para a segurança alimentar sustentável do planeta, condição considerada indispensável para se garantir a paz no mundo, pois onde não há fome, fica mais fácil alcançar a paz.

Nesse sentido, o Plano aborda o desafio de atender alguns pressupostos. Na macroeconomia, por exemplo, a prioridade é manter rigidamente a inflação em níveis que permita previsibilidade na economia, de forma a sustentar o processo de crescimento. Nesse sentido, o setor deverá apoiar e lutar pela necessária reforma da previdência, seguida das reformas tributária e política. No plano internacional, cabe ao país desenhar uma tática para fazer do agronegócio um ativo estratégico, de forma a exportar produtos com maior valor agregado.

Tanto para o desenvolvimento interno, quanto para atingir as metas internacionais, a gestão do agro, o empreendedorismo e a coordenação das cadeias produtivas dependem de um sistema educacional sólido que, em todos os níveis, assegure maior eficiência em todos os seus elos.

Em termos de sustentabilidade, o Plano pressupõe a utilização de áreas limitadas, mas já antropizadas na Amazônia para produção agrícola; a recuperação de pastagens degradadas no Cerrado e a geração de conhecimento para analisar os desafios e as potencialidades da Caatinga. Ainda nessa área é indispensável um esforço para aumentar a eficiência dos motores automotivos para o maior uso de etanol, com ênfase em políticas públicas para estimular tecnologia voltada, principalmente para o transporte coletivo e de carga. No caso do biodiesel, o aumento gradual da mistura obrigatória e conservação do Selo Combustível Social. Além disso, o Programa Renovabio precisa ser regulamentado.

Vale destacar também que, para incrementar o desenvolvimento sustentável, ganha relevância o papel de inclusão social e econômica representado pelo cooperativismo. Sendo assim, devemos privilegiar todas as ações voltadas para seu fortalecimento, especialmente o Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito, que necessita ser transformado em política pública permanente.

Por fim, o Plano de Governo salienta ser necessária uma melhor coordenação entre os vários órgãos responsáveis pela execução das políticas voltadas para o agro. Com a ausência de diretrizes e planos de médio e longo prazos, inexiste mecanismos de avaliação. Cabe fortalecer garantias de renda ao produtor (seguro rural); atualização e instrumentos de intervenção no mercado; além de revitalização da assistência técnica e extensão rural. Uma melhor coordenação interna do setor, pressupõe também aperfeiçoar sua comunicação com a sociedade para superar preconceitos históricos que afetam injustamente a imagem do Agro no Brasil.

Geopolítica e mercado internacional

Além da apresentação do Plano de Governo – 2030, o Congresso Brasileiro do Agronegócio, cujo tema principal será Exportar para Sustentar, debaterá no 1º painel Fontes de Financiamento para o Agronegócio, tendo em vista que o setor deverá entrar no circuito dos aportes estrangeiros, principalmente nas áreas de infraestrutura e logística. Os riscos geopolíticos do Brasil e da América do Sul passam por soluções e estratégias na área financeira para atrair capitais com longo prazo de maturação. Teremos uma visão de diferentes players do mercado, abordando as vantagens e desvantagens das diferentes opções de financiamento.

O 2º painel, cujo tema será Comércio Exterior: Limites e Oportunidades, avaliará como o Brasil se posicionará em um cenário internacional, cujas negociações estão cada vez mais difíceis. Nenhum país quer abrir mão de sua segurança alimentar, com a importação de mais produtos.

A Palestra Inaugural fará uma reflexão sobre a Geopolítica e Mercado internacional: impactos para o Brasil.  O contexto contemporâneo é de grandes mudanças na estrutura do sistema de poder mundial. Existem efeitos contraditórios no crescimento e na integração global. A emergência econômica de novos países e as aceleradas mudanças tecnológicas terão fortes implicações na posição relativa nacional.

O Congresso Brasileiro do Agronegócio também prestará algumas homenagens, por meio dos seus já tradicionais prêmios. Para este ano, no Prêmio Norman Borlaug, a escolhida foi a consultora em Biossegurança e Biosseguridade, Leila dos Santos Macedo e para o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, foi o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Junior.

A expectativa da ABAG e B3 é receber aproximadamente 800 pessoas, um seleto público formado por empresários, executivos de empresas, gestores públicos ligados ao agronegócio, além de especialistas, consultores, lideranças setoriais, pesquisadores, produtores rurais e profissionais dos vários segmentos da cadeia produtiva do agronegócio.

Serviço

Congresso Brasileiro do Agronegócio Abag e B3 – Exportar para Sustentar

Quando: 6 de agosto de 2018,  das 8h às 19h

Onde: Sheraton WTC São Paulo Hotel

Inscrições: site www.cbaabagb3.com.br

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