O Ministério Público Eleitoral (MPE) em São Paulo ajuizou no fim da tarde de ontem (11) ação no Tribunal Regional Eleitoral contra Ricardo de Aquino Salles, anunciado como futuro ministro do Meio Ambiente, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2018.
Na ação de investigação judicial, o MPE pede a cassação do registro ou diploma de Salles, que foi candidato a deputado federal pelo Partido Novo (Novo) e alcançou a primeira suplência para o cargo. Pede ainda que seja decretada sua inelegibilidade pelo período de oito anos.
Recentemente anunciado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sob a presidência do “Movimento Endireita Brasil”, contratou anúncios publicitários no jornal Estado de S. Paulo às vésperas do período eleitoral. O Ministério Público aponta que o objetivo das propagandas foi promover ilegalmente a sua candidatura.
Nos anúncios são exibidas fotografias com destaque para a figura de Ricardo Salles, acompanhadas da identificação ou assinatura “Ricardo Salles – Presidente do Movimento Endireita Brasil”. O valor desembolsado para a veiculação do material impresso foi de R$ 260 mil.
Ricardo Salles também é alvo de ação por improbidade administrativa, no período em que foi secretário da área no Governo Alckmin. Ele e mais duas pessoas são acusados de terem fraudado o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, no ano de 2016.
Até a manhã desta quarta-feira (12), Ricardo Salles não havia se manifestado sobre a acusação do MPE, assim como o presidente eleito Jair Bolsonaro. (Com informações do Ministério Público Federal e Agência Brasil)




