segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Método é eficiente para análise de bioacumulação de pesticidas em tilápia

Tags: agrotóxico, contaminação, embrapa, pesticidas

A análise de pesticidas empregando cromatografia gasosa com detector de massas foi utilizada para analisar 23 pesticidas selecionados com base na sua capacidade de bioacumulação em organismos aquáticos, em músculo de tilápia, mostrando ser um método sensível e confiável para aplicabilidade em amostras de peixes.

De acordo com Micaéla Diogo, bolsista da PUC Campinas, que desenvolveu seu trabalho na Embrapa Meio Ambiente, as condições de análise no equipamento foram individualmente otimizadas para cada pesticida, a fim de alcançar a máxima sensibilidade ao monitorar duas transições, uma para quantificação e outra para confirmação. “As medidas demonstram que esse método é eficiente e confiável para esse tipo de análise, com recuperações na faixa recomendada pela Agência de Vigilância Sanitária – Anvisa”, explica a bolsista.

Conforme a pesquisadora e orientadora da Embrapa Meio Ambiente Vera Ferracini, a contaminação aquática por agrotóxicos representa uma grave ameaça aos ambientes fluviais, estuarinos (ambiente aquático de transição entre um rio e o mar) e marinhos, afetando seus organismos, sendo os peixes um dos grupos mais prejudicados pelo crescente uso de agrotóxicos e seus metabólitos.

A entrada destes compostos nos sistemas hídricos frequentemente está associada ao escoamento de áreas agrícolas e urbanas, gerando efeitos prejudiciais ao crescimento, sobrevivência e reprodução dos organismos expostos a eles.

“O monitoramento dos peixes é fundamental para que possamos colaborar para manter o equilíbrio saudável do meio ambiente e, subsidiar a implementação de políticas públicas”, destaca Ferracini.

Além disso, o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em diversos organismos avalia a toxicidade em ambientes prioritários para preservação, como áreas estuarinas e manguezais e verifica o impacto dos efeitos tóxicos nas biotas locais e nas relações ecossistêmicas. Devido a essa complexidade, é necessário estabelecer métodos de análise que sejas sensíveis e eficientes para um monitoramento efetivo dessas substâncias.

Produção nacional

Peixes representam a proteína animal mais consumida no mundo, e neste sentido, o Brasil se destaca pela prática da tilapicultura, sendo o sistema de produção agropecuário que mais cresce no mundo e apresenta grande potencial de expansão devido à busca dos consumidores por alimentos mais saudáveis. A contaminação aquática por agrotóxicos representa uma grave ameaça aos ambientes fluviais, estuarinos e marinhos, afetando seus organismos, sendo os peixes um dos grupos mais prejudicados.

O acúmulo, particularmente organoclorados, tem sido relatado em peixes provenientes de áreas agrícolas, urbanas, afastadas de desenvolvimento e até de piscicultura, algumas vezes com níveis acima do permitido, apresentando, portanto, riscos para a saúde.

Para aumentar a produtividade na aquicultura e garantir a qualidade dos organismos cultivados, alguns pesticidas têm sido utilizados visando regular o crescimento e controle de patologias e parasitas, prática que aumenta a produção, porém torna-se uma fonte de contaminação dos recursos hídricos e da biota, uma vez que esses produtos podem se espalhar pelo curso d´água podendo causar contaminação.

Por isso, a Anvisa e o Conselho Nacional de Segurança Alimentar voltam a sua atenção para o desenvolvimento de leis no intuito de garantir a segurança alimentar da população, especialmente pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos Animais, adaptado pelo Ministério da Agricultura da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, para promover segurança química em alimentos de produtos de origem animal e, os resultados das análises devem estar em conformidade com os limites de referência.

O estudo, apresentado no 16º Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica – CIIC, é de Micaéla Diogo, bolsista PUC- Campinas, Débora Dutra, Embrapa Meio Ambiente, Carlos Alberto da Silva, Embrapa Tabuleiros Costeiros e Vera Ferracini, orientadora Embrapa Meio Ambiente.

Fonte: Embrapa

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