Araras-azuis chegam ao Brasil sob fiscalização do Mapa para reintrodução da espécie

O trabalho do Mapa é fundamental no processo de importação de aves. O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é responsável por garantir que a importação de animais não traga riscos sanitários, como a introdução de doenças exóticas no Brasil, especialmente a Gripe Aviária", destacou o coordenador-geral do Vigiagro, Cleverson Freitas.
As aves foram encaminhadas para o quarentenário, onde passaram por um processo de microchipagem, a fim de garantir a correlação com o Certificado Veterinário Internacional (CVI). No desembarque, foram adotadas medidas rigorosas de fiscalização, incluindo a verificação da documentação, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), a inspeção de bagagens e o recolhimento dos resíduos da aeronave.
Esse processo foi realizado pelo Vigiagro em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), responsáveis pela preparação da quarentena e a incineração dos resíduos.
Em 2020, o Brasil já havia repatriado 52 ararinhas-azuis, com o objetivo de serem reintroduzidas na natureza em uma área protegida na Bahia, criada especialmente para esta finalidade. Assim como no passado, o processo atual visa a reprodução e a soltura das araras, assegurando que a espécie Cyanopsitta spixii permaneça fora do risco de extinção.
As aves que estão agora na Bahia, nasceram em cativeiro na Europa, parte da parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP).
Fonte: Mapa





