quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Trigo
Cepe: médias mensais do trigo do Paraná e São Paulo são as menores desde 2017
04/10/2023
Preços continuam em queda porque muitos agentes estão aguardando a entrada de um maior volume da safra nova para adquirir novos lotes
Por: Redação
Colheita de trigo - Conexão Agro
No Rio Grande do Sul, a média de setembro foi de R$ 1.150,70/tonelada, quedas de 10,3% frente à de agosto/23 e de expressivos 34,1% em relação à de setembro/22
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
Tags: Cepea/Esalq-USP, Preços trigo

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a demanda de trigo por parte de moinhos segue desaquecida, já que a venda dos derivados também não mostra reação. Muitos agentes estão aguardando a entrada de um maior volume da safra nova para adquirir novos lotes. Diante disso, os preços continuam em queda.

Segundo dados do Cepea, no Rio Grande do Sul, a média de setembro foi de R$ 1.150,70/tonelada, quedas de 10,3% frente à de agosto/23 e de expressivos 34,1% em relação à de setembro/22. Trata-se, também, da menor média mensal desde dezembro de 2019, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

As médias mensais do Paraná e de São Paulo, por sua vez, são as menores desde outubro de 2017, em termos reais.

No campo, a colheita de trigo foi iniciada no Rio Grande do Sul, estado que, vale lembrar, colheu a maior parte da produção nacional em 2022. No Paraná, segundo maior estado produtor do País, a colheita deve ser menor que o estimado inicialmente, devido à alta incidência de doenças em lavouras do estado, o que, por sua vez, se deve às temperaturas mais elevadas no inverno.

Preço do milho volta a subir

As cotações do milho voltaram a avançar no Brasil na semana passada. Segundo informações do Cepea, o impulso veio da retração de muitos vendedores, que estão atentos à demanda internacional aquecida, aos avanços dos preços externos e à valorização do dólar.
Neste cenário, compradores domésticos voltaram a relatar dificuldades para negociar novos lotes. As altas nos preços internacionais, por sua vez, se devem à valorização do trigo e à retração de vendedores dos Estados Unidos, que consideram baixos os atuais patamares de preços. Esses vendedores norte-americanos também estão de olho no clima desfavorável em partes do Hemisfério Norte.

Fonte: Cepea/Esalq-USP

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