sábado, 18 de maio de 2024

Oportunidades
Pesquisadora colhe resultados de MBA ofertado como premiação do Primeiro Seedthon
07/05/2024
Professora Nádia Canari Lângaro integrou a equipe UPF Seed Tech, vencedora do primeiro hackathon sementeiro
Por: Redação
Seedthon sementeiro MBA em Gestão - conexão agro
Nadia Canari Lângaro: "Curso exigente, mas excelente"
Divulgação
Tags: Professora conclui MBA

A realização do primeiro Seedthon Plant Science Symposia Series do Brasil em 2022 representou um marco importante para o setor de sementes e trouxe excelentes resultados aos participantes. A boa notícia é que a professora  Nádia Canari Lângaro, que liderava a equipe UPF Seed Tech, vencedora da competição, acaba de concluir o curso de MBA em Gestão de Negócios na Esalq/USP, oferecido como prêmio a todos os membros da equipe vencedora.

“O curso foi bastante exigente, mas excelente”, disse Nádia, que atualmente é professora doutora na Universidade de Passo Fundo (UPF).  Segundo ela, envolveu muitas horas de aula, com uma prova por semana ao longo de dois anos. Os demais membros da equipe não puderam participar do curso por estarem envolvidos em programas de mestrado ou doutorado durante o mesmo período.

Na época, a equipe vencedora do Seedthon era composta por cinco integrantes de Passo Fundo (RS), incluindo alunos de graduação, pós-graduação e professores dos cursos de Agronomia e Computação, todos com mestrado e doutorado.

O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES) e Corteva Agriscience, com o apoio das empresas do agronegócio: GDM, Silomax, Pecege, Incotec, Agrotis, Rizobacter e Corteva

Para Nádia, a conquista da equipe reflete o potencial transformador de iniciativas que promovem a integração entre diferentes áreas do conhecimento, preparando profissionais para liderar e inovar em um mundo em constante evolução.

“Não basta ter apenas conhecimento técnico sobre a produção de sementes. É necessário formar uma equipe multidisciplinar com membros da área de computação”, enfatizou ela.

A equipe desenvolveu um software para o gerenciamento de amostras de sementes, que utiliza uma plataforma de análise de sementes assistida por inteligência artificial. “A solução foi concebida e projetada para auxiliar na rastreabilidade e transparência do processo da cadeia produtiva de sementes”, acrescentou a professora.

Segundo ela, a plataforma permite o acompanhamento das sementes ao longo de várias gerações, até sua comercialização no mercado, o que contribui para a rastreabilidade e o controle de qualidade ao longo do tempo. “A funcionalidade principal da plataforma é combater a pirataria de sementes, permitindo que os produtores rastreiem as sementes e evitem seu uso não autorizado”.

“O curso de Gestão da Esalq me proporcionou oportunidades que talvez eu não teria considerado antes; ele agregou muito conhecimento e foi uma grande oportunidade”, observou a professora.

O professor Daniel Teixeira Pinheiro, que na época estava fazendo doutorado, também fez parte da equipe responsável pela organização e realização do Seedthon. “Este evento representou uma inovação significativa para o setor, sendo o primeiro do tipo na área agrícola, especialmente focado em sementes”, disse ele.

Daniel Teixeira explicou que a inovação do Seedthon residia em adaptar o formato comum de hackathons da área de tecnologia para o setor de sementes, preenchendo uma lacuna nesse campo. Devido à pandemia, o evento foi realizado online e obteve grande sucesso.

“O engajamento no evento foi alto, possivelmente devido ao fato de muitas pessoas estarem em casa devido à pandemia (Covid-19). A equipe organizadora foi formada por recomendações de pesquisadores da área, cada um deles indicando um pós-graduando para participar da organização”, recordou Daniel.

Todos os participantes do evento fizeram um "pitch", uma apresentação muito curta, de até cinco minutos, para expor uma proposta de tecnologia inovadora relacionada a sementes. A equipe de avaliadores incluiu pesquisadores de várias universidades e instituições. Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Federal do Mato Grosso  (UFMT), Escola Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Com o tema “Inovações no setor sementeiro”, o Seedthon atraiu mais de 300 participantes de 147 cidades em 23 estados.  Das mais de 60 equipes inscritas, 38 chegaram à etapa de apresentação do pitch final. Cada equipe premiada foi reconhecida em um dos três casos propostos como desafios em tecnologias e inovações para o setor de sementes.

O presidente da ABRATES, Fernando Henning,  lembrou que o Seedthon reuniu vários elos da cadeia de produção de sementes para fomentar a inovação. “Além de promover essa interação, preparou os estudantes para a realidade do mercado, com cases alinhados com as demandas das empresas, e promoveu a difusão de conhecimentos e técnicas. Somou muito para os currículos de todos participantes, como este curso que a professora Nádia acaba de concluir”, disse.

 

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