TMG realiza dias de campo de soja em Cambé (PR) com cultivares comerciais e em validação

A TMG (Tropical Melhoramento & Genética) realizou dois dias de campo em Cambé, nesta terça e quarta-feira, para que produtores de sementes, agricultores e revendas conhecessem de perto o portfólio de cultivares de soja já disponíveis no mercado, além de materiais que ainda estão em fase de validação e que poderão ser lançados na safra 2027/2028.
De acordo com Ricardo Franconere, gerente de Marketing da TMG, a área demonstrativa foi organizada para apresentar, de um lado, as cultivares comerciais — incluindo lançamentos recentes — e, de outro, materiais que ainda passam por avaliações finais.
“Hoje o campo traz as cultivares que já são comerciais, como a TMG Pitangueira I2X, TMG Imbuia I2X e TMG Cambuí I2X, lançadas no ano passado, além da TMG Manacá XTDe da TMG Guarandi I2X, que foram lançadas há dois anos. Também temos alguns materiais mais antigos, que continuam no portfólio pela boa aceitação e desempenho”, explicou.
Entre esses materiais consolidados está a TMG 7362 IPRO, bastante plantada no Paraná, e a TMG 22X65 I2X, lançada há cerca de três anos. “São produtos que já têm mais tempo de mercado e seguem sendo apresentados porque entregaram bons resultados”, destacou Franconere.
Além das cultivares já comercializadas, a empresa também apresentou quatro materiais em validação. “São novidades que estão sendo avaliadas e ainda não sabemos exatamente quais serão avançadas para o próximo ano”, afirmou.
Potencial produtivo e adaptação regional
Durante o evento, o destaque foi para o posicionamento regional e o potencial produtivo das cultivares, especialmente diante dos desafios climáticos enfrentados pelos produtores.
A TMG Pitangueira, por exemplo, é uma cultivar com tecnologia I2X, resistente à fitóftora. Segundo Franconere, trata-se de um material de alto teto produtivo, mais indicado para regiões mais altas do Paraná, como o oeste alto e a região de Ponta Grossa.
“Dentro dos nossos ensaios, ela sempre se destacou em produtividade e apresenta excelente sanidade foliar, o que facilita o manejo. É o primeiro ano comercial, então o volume ainda será pequeno, mas acreditamos que ela deve ocupar espaço, principalmente em regiões mais frias”, afirmou.
Para áreas mais quentes, como o norte do Paraná, o portfólio inclui materiais com maior tolerância ao estresse térmico. A TMG Imbuia I2X, também de alto potencial produtivo, sendo indicada para regiões como o oeste baixo e o centro do Estado.
Já a TMG Cambuí I2X de grupo de maturação 6.3, é apontada como uma das mais adaptadas para o norte do Paraná, além de atender áreas do sul do Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo. “É um material com altíssimo teto produtivo e bom comportamento em condições de calor”, ressaltou.
Outro destaque é a TMG Guarandi I2X, lançada há dois anos. Após ajustes na recomendação de população de plantas, a cultivar tem apresentado evolução no desempenho. “É um material muito firme, que permite trabalhar com maior população no plantio. Ela responde bem e tem mostrado excelente tolerância a períodos de calor intenso e interrupção de chuvas”, explicou.
Produtividade e desafios climáticos
Segundo Ricardo Franconeri, o potencial produtivo das cultivares pode ultrapassar com tranquilidade 80 a 90 sacas por hectare, podendo se aproximar de 100 sacas em condições ambientais favoráveis e com manejo adequado. A média regional, no entanto, costuma ficar próxima de 70 sacas por hectare.
Mais do que apenas alto rendimento, o foco do melhoramento tem sido combinar produtividade com estabilidade em ambientes desafiadores.
“O norte do Paraná e regiões do Mato Grosso do Sul enfrentam, com frequência, calor intenso e falta de chuva. Não adianta ter apenas alto teto produtivo se o material não suporta essas adversidades. O produtor precisa de cultivares que entreguem produtividade, mas que também aguentem condições difíceis”, destacou o gerente.
Produtor de Maracaí aposta em cultivares
da TMG e manejo com foco em biológicos
O produtor rural Bruno Schlegel, da região de Maracaí (SP), atualmente está semeando as cultivares TMG 7262 IPRO e TMG 7362 IPRO, além de novos materiais que vêm sendo testados na propriedade, como a TMG Imbuia i2x. A expectativa é positiva, mas ele ressalta que a análise definitiva só poderá ser feita após a colheita, prevista para daqui a cerca de 25 dias. “Depois da colheita é que a gente consegue avaliar melhor e medir o resultado”, afirma.
Bruno cultiva materiais da TMG há aproximadamente 12 anos e já acompanhou a passagem de diversas cultivares pela fazenda. Entre elas, a TMG 7262 IPRO — uma das mais antigas do portfólio — continua sendo referência de produtividade na propriedade.
“Para mim, a TMG 7262 ainda é o material mais produtivo na nossa propriedade. Dependendo do ano, sempre produz mais em relação às outras”, destaca. Segundo ele, o desempenho consistente está ligado principalmente à adaptação da cultivar às condições locais. “Na verdade, ela se adaptou à região e eu consegui me adaptar a ela também.”
Um dos diferenciais do manejo adotado por Bruno é a ausência de fungicidas químicos na área total da propriedade há oito anos. Atualmente, o controle é feito apenas com produtos biológicos. “Não é orgânico, porque ainda usamos adubação química e herbicida, mas estamos tentando ser mais sustentáveis. Hoje estamos só com o biológico”, explica.
A prática ainda é recente na região, mas começa a ganhar espaço. “Algumas áreas estão começando agora, mas nós já estamos há oito anos sem fungicida químico na propriedade inteira.”
Iberá Sementes reforça parceria com a TMG
Com 50 anos de atuação no mercado, a Iberá Sementes mantém 100% da produção em áreas próprias, garantindo controle total sobre os processos produtivos. A empresa é sediada na região de Tibagi (PR) e tem como principal foco a produção de sementes de soja, além de trigo, aveia branca e feijão.
Segundo Lineu de Pinho Junior, representante comercial da Iberá com atuação em Londrina e no Norte e Noroeste do Paraná, a soja é o carro-chefe da empresa. Atualmente, a Iberá é licenciada da TMG (Tropical Melhoramento & Genética) e produz as cultivares: TMG Pitangueiras I2x, TMG Guanandi I2X , TMG 7362 IPRO e TMG 2165 IPRO.
A cultivar TMG 7362 IPRO é um material consolidado no mercado. “Ela é um material mais antigo, entrou como número porque ainda não estava dentro da linha de nomes de árvores brasileiras que a TMG vem adotando agora”, explica.
Para a próxima safra 2026/2027, a Iberá deverá ofertar TMG Pitangueiras I2X, TMG TMG 2165 IPRO e Guanandi I2X e Guapuruvu CE. A escolha dos materiais é estratégica e leva em conta o perfil produtivo da região. “Como atuo no Norte do Paraná, foco em três materiais com ciclo condizente com o que o produtor daqui prefere plantar. A TMG Pitangueiras I2X é indicada para áreas de transição acima de 600 metros; a TMG 7362 IPRO tem ciclo 6.1; e a 2165 IPRO é um material voltado para áreas de baixa fertilidade, como reforma de cana e pastagem, atendendo bem também o estado de São Paulo”, detalha.
Lineu destaca ainda a satisfação ao observar o desempenho das cultivares no campo durante o dia de campo. “Fico contente de ver que os materiais que estou oferecendo estão se comportando de forma excelente. Meus clientes passam por aqui e conseguem ver exatamente o que entregarei a eles.”






