quarta-feira, 22 de abril de 2026

Agronegócio

CNA alerta sobre prejuízos com tabela de frete

A Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contesta nova tabela de preços mínimos de frete rodoviário de cargas, publicada na quarta-feira (5),  e afirma que vai trazer ainda mais prejuízos e insegurança jurídica ao setor agropecuário e à sociedade. Promete entrar com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a medida.

A entidade diz ter identificado na tabela publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), altas de 3,15% a 6,82% para o frete de cargas geral, granel e frigorificada.

Na tabela publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a CNA identificou altas de 3,15% a 6,82% para o frete de cargas geral, granel e frigorificada.

A CNA entrará com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os reajustes e pedir agilidade no julgamento das ações que contestam a medida.

Segundo Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA, neste ritmo de aumento, em um ano o tabelamento pode subir até 30%.

“Nenhum índice de inflação teria um reajuste tão alto.  O produtor não tem seus produtos reajustados dessa maneira. Os produtos do agro, quando exportados, têm seus preços estipulados pelas bolsas de valores internacionais. É uma insegurança jurídica muito grande para o setor”, explica.

Para um trajeto de Sorriso (MT) até o Porto de Santos (SP), o frete com a primeira tabela do governo, de 30 de maio, subiu 51%. A partir do reajuste de hoje, a alta acumulada é de 57% quando há o frete retorno, ou seja, o motorista volta com o caminhão cheio.

Sem o frete de retorno, quando o caminhão volta vazio, a alta passa de 193% na primeira tabela para um aumento acumulado de 204% com os novos preços.

“Está ficando impraticável transportar produtos agropecuários. Para o milho, os custos do transporte já correspondem 70% do valor do produto no mercado internacional”.

O governo reajustou os preços mínimos do frete sob a alegação do aumento dos preços do diesel nas refinarias. No entanto, a CNA contesta este argumento. “E quando o diesel cair, a ANTT também terá a mesma agilidade para reajustar a tabela para menos?”, questiona Elisângela.

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