domingo, 19 de abril de 2026

Inovação

Com 21 pesquisas científicas, Hackathon Smart Agro eleva nível das soluções na ExpoLondrina

19/04/2026
As equipes participantes do evento foram convidadas a participar do programa de pré-incubação do Go SRP
Por: Redação
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iniciativa reuniu estudos que disputaram nas categorias Ensino Médio e Ensino Superior (graduação e especialização)
Divulgação/ Fernando Cremonez
Tags: premiação

Vinte e uma pesquisas científicas para solucionar os desafios do agronegócio foram apresentadas no Hackathon Smart Agro durante a programação do Pavilhão Smart Agro, na ExpoLondrina 2026, entre os dias 17 e 19 de abril. A iniciativa reuniu estudos que disputaram nas categorias Ensino Médio e Ensino Superior (graduação e especialização), representantes de instituições de Londrina e região com soluções inovadoras para o setor.

“É a segunda vez que fazemos um Hackathon com pesquisas científicas e entendemos que adotamos uma metodologia que deu muito certo. A banca, composta por pessoas diretamente ligadas ao agro, ficou impressionada com o que foi apresentado por todas as equipes”, destaca Tatiana Fiuza, diretora de Inovação da Sociedade Rural do Paraná (SRP).

Antes do anúncio dos vencedores, a diretora revelou que as equipes participantes do evento foram convidadas a participar do programa de pré-incubação do Go SRP, vertical de empreendedorismo da Agro Valley, com início previsto para 11 de maio.

“O Hackathon Smart Agro 2026 é a primeira etapa do nosso programa que ajuda a viabilizar essas ideias para o mercado. Cada uma das equipes que participou do Hackathon chegou com a pesquisa em uma fase diferente. Nosso hub de inovação já tem anos de história e, por isso, atingiu um nível de maturidade importante para que a gente seja capaz de dar suporte personalizado para cada uma das ideias. Na prática, isso significa que o projeto dos cavalos, por exemplo, vai receber um apoio de uma equipe diferente do projeto da soja, que vai ser diferente do projeto da bebida láctea. Isso é algo inédito em programas de pré-incubação”, pontua Tatiana.

Nivaldo Benvenho, diretor Administrativo Financeiro da Sociedade Rural do Paraná (SRP), reforça as importantes conexões construídas pelo Hub de Inovação Cocriago ao longo dos anos. “É importante que cada um dos pré-incubados saiba que, independente dos desafios que eles enfrentem, na hora de viabilizar a ideia, podem contar com todo o apoio da SRP e dos parceiros da entidade. Estamos a um telefonema de distância de qualquer um dos atores do agro do País. Seja o Ministro da Agricultura, seja uma empresa ou daqui da cidade que possa colaborar com a solução”, afirma Nivaldo.

O Hackathon Smart Agro é uma realização da SRP Valley, Sebrae/PR e GO SRP, com apoio da Agro Valley e patrocínio do Sistema Fiep, Senai Paraná, UniSenai/PR, Cooperativa Integrada, Sicoob Ouro Verde e Fitovision.

Vencedores
Primeiro colocado na categoria de Ensino Superior, o doutorando do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Bruno Melegari, venceu com o projeto Lab Plant. Ele explica que, segundo as normativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a cultura de tecidos vegetais em laboratório para produção de mudas é um processo rigoroso e controlado.
“Assim como outras culturas, o morango, que foi a que gente apresentou aqui no desafio, tem a necessidade de um laboratório para manter a produção de cultivares que são utilizados em tecidos vegetais”, detalha.

O doutorando conta que o fato de 75% dos morangos consumidos no Brasil serem importados motivou a ideia de juntar uma pesquisa já existente na UEL, que foca no desenvolvimento de mudas da fruta, junto à pesquisa de cultura de tecidos vegetais. “Existe uma demanda muito grande do mercado brasileiro que ainda é dependente da produção externa. A ideia é baratear os custos do acesso ao morango, ofertar espécies já adequadas ao nosso clima e, especialmente, diminuir a nossa dependência econômica”, explica.

Para Bruno, a metodologia do Hackathon Smart Agro é fundamental para aproximar soluções desenvolvidas na Academia com o dia-a-dia da população. “A gente não pode deixar as soluções que já existem nas universidades, e em outras instituições de ensino, restritas a um pequeno grupo de pesquisadores e teóricos. A possibilidade de apresentar isso em um Hackhathon e participar de um programa de pré-incubação torna possível a escalabidade da solução. ”

Na categoria Ensino Médio, BioCell foi o projeto vencedor. Ex-aluno do curso de biotecnologia do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Victor Guilherme se reuniu com dois alunos da instituição para, juntos, desenvolverem uma solução com biocelulose. “É a primeira vez que participamos de um Hackathon e, felizmente, fomos agraciados com este prêmio”.

A biocelulose, ou celulose bacteriana, é um material de alto valor tecnológico produzido por microrganismos através da fermentação, que tem ganhado destaque no agronegócio por ser um biopolímero sustentável, renovável e com alto valor agregado.

Além do convite para participar do programa de pré-incubação da Go SRP, as três equipes melhores avaliadas conquistaram premiação em dinheiro. O primeiro lugar do Ensino Médio e, também, do Ensino Superior ganhou R$ 3 mil, enquanto o 2º lugar ,R$ 2 mil, e o 3º lugar, R$ 1 mil.

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