Concessões de rodovias reacendem debate sobre pedágio no Paraná

As concessões de rodovias no Paraná voltaram ao centro de debates após questionamentos sobre a instalação de pórticos de cobrança eletrônica em locais diferentes dos inicialmente previstos. O tema envolve alterações em trechos que passam por municípios como Arapongas, Mandaguari e Castelo Branco, onde a concessionária do Lote 4 está substituindo antigas praças de pedágio por estruturas de cobrança automática.
O deputado estadual Tercilio Turini voltou a se manifestar sobre o tema na Assembleia Legislativa. Segundo ele, mudança tem gerado preocupação entre moradores e produtores rurais, especialmente em áreas próximas a perímetros urbanos e comunidades do entorno, que podem ser impactadas por novos pontos de cobrança. "A empresa ainda nem assinou contrato de concessão e começa muito mal", ressaltou
Outro ponto em discussão é o sistema free-flow (fluxo livre), que permite a cobrança automática sem praças físicas. Em São Paulo, o modelo já funciona em rodovias como a Via Dutra, com tarifas variáveis conforme o trecho percorrido e o volume de tráfego. O sistema prevê pagamento posterior pelo usuário, com aplicação de multa e perda de pontos na CNH em caso de inadimplência.
Turini voltou defender a retomada da tramitação de um projeto de lei, protocolado em 2023, que propõe proibir a cobrança de pedágio em trechos urbanos no Paraná.
Plantio em áreas às margens de rodovias no ParanáProdutores rurais do Norte do Paraná estão discutindo novas orientações relacionadas ao cultivo de lavouras em áreas de domínio público ao longo de rodovias estaduais e federais. As faixas de 30 metros em cada lado das pistas vêm sendo utilizadas há décadas para o plantio de culturas como soja, milho e trigo.
Em dezembro, agricultores de Sertanópolis e municípios da região relataram a instalação de cercas em áreas de domínio público em frente às propriedades, dificultando o acesso a lavouras já implantadas, algumas próximas da colheita. Também houve notificações por parte da concessionária responsável pelo lote 3 das rodovias, a CCR.
Diante da situação, foi realizada uma reunião na sede da concessionária, em Londrina, com a participação de representantes dos produtores e do deputado estadual Tercilio Turini, convidado pelos produtores. Entre os encaminhamentos definidos estão:
1. Abertura de diálogo entre a concessionária, o Sindicato Rural e produtores de Sertanópolis, Sertaneja e municípios próximos para esclarecimentos sobre o uso das áreas de domínio público.
2. Apresentação, pelos produtores, de um cronograma de colheita da soja e implantação do milho safrinha, a fim de evitar prejuízos.
3. Garantia de acesso às áreas para a colheita e o plantio das próximas culturas, inclusive nos trechos onde houve instalação de cercas.
4. Elaboração, pela concessionária, de uma minuta de contrato para análise dos produtores, definindo responsabilidades, direitos e deveres quanto ao uso futuro das áreas.
5. Realização de reunião presencial em Sertanópolis, prevista para os dias 2 ou 3 de fevereiro, com a participação de produtores, representantes da CCR e demais interessados.





